BOZOFOBIA

Criado por Alan Linvingston em 1946, mesmo ano de nascimento de Donald Trump, o palhaço Bozo, avivou as crianças da época. Bozo ganhou notoriedade, e ganhou intérpretes em vários lugares no mundo, inclusive no Brasil.

 O termo “bozofobia” é título do livro de Scott Parson, lançado em 2018, que narra a estória de um palhaço que se apaixona por uma mulher que tem medo de palhaço. O caso de amor entre Trump e o povo americano pode não ter se consumado, por essa aversão, aplicada nas urnas em 2016, e corroborada em 2020, quando um número recorde de votantes depositam seus votos nas urnas.

 O sistema eleitoral norte-americano é muito complexo, a começar pela não obrigatoriedade do voto, fazendo com que os candidatos, além de convencer o eleitorado a votar, devem convencê-lo de que este ou aquele é a melhor opção. Os votos depositados nas urnas serão confirmados pelo colegiado, como o número de delegados, que varia de estado para estado, conforme a população, o que não é tão incomum, o vencedor nas urnas ser derrotado no Colégio Eleitoral, mas independente do resultado, as urnas recebem o recado de um surto de bozofobia, no país.

Em 2016, Donald Trump, curiosamente, xenófobo, supremacista branco, filho de mãe escocesa e neto paterno de alemães, venceu uma acirrada eleição contra Hillary Clinton, com um discurso demasiado agressivo contra o que ele denominava a esquerda americana, optando por uma retórica de desinformação e muitas vezes abusando de notícias falsas, – fakenews – termo por ele propalado. Valeu se de promessas de opressão aos imigrantes ilegais, como o discurso de Fazer a América Grande Novamente, como se estivesse em decadência.

Trump recebeu de Barack Obama, o bastão de um país em plena estabilidade econômica. Taxa de desemprego de 4,7%, após receber oito anos antes, uma taxa de 9,8%; PIB de 17,7 trilhões de dólares, tendo recebido um PIB de 14,4 trilhões de dólares. Em seu primeiro e iminente único mandato, Trump ostenta taxa de desemprego de 7,9% e PIB de 19,41 trilhões de dólares, agravado por uma retração recorde, de 32,9 trilhões de dólares, o que representa não cumprimento de metas de crescimento.

Segundo vários institutos de pesquisas nos Estados Unidos, Biden tem a probabilidade de 85% de vitória, contra 15% de Donald Trump; pesquisas sendo efetuadas com a eleição em curso, pois o sistema permite que a eleição ocorra durante vários dias ou semanas, a depender do estado, inclusive a votação pelos correios. No último dia de outubro, o número de eleitores que votaram pelos correios ultrapassava 90 milhões de eleitores.

O impacto de uma iminente derrota, tão logo evacue da Casa Branca, local onde ele transformou em um picadeiro, Trump poderá mesmo que involuntariamente ditar o rumo de outros Bozos pelo mundo.

Moro corre risco de vida!

Teorias conspiratórias não fazem parte do meu cotidiano, não as contemplo, não as divulgo ou compartilho. Sempre trazem algo de subjetivo nas exegeses, além de fomentar algo que está em voga, as famigeradas “fakenews” (notícias falsas) comumente afloradas no imaginário de quem as lê, no entanto, observo com muita preocupação a soltura de tantos criminosos condenados, coincidentemente no mesmo período em que o ex-ministro Sérgio Moro se desvincula efetivamente do governo, com o fim da quarentena obrigatória de seis meses, imposta pelo Conselho de Ética da Presidência.

Enquanto Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, em uma de suas sobranceiras tarefas, cortou a cadeia de relacionamento entre as variadas facções do crime organizado. Bandidos de alta periculosidade foram transferidos e sem comunicação entre seus pares e inimigos quedaram sem condições de comandar suas camarilhas, similar às glórias de Héracles no intento de eliminar Hidra de Lerna (mitologia grega) o dragão de incontáveis cabeças. Após várias tentativas frustradas, pois a cada cabeça decepada, nasciam duas no mesmo lugar, Héracles, com um tição, cauterizava as feridas, eliminando assim, o monstro.

Quando Moro foi defenestrado de maneira sórdida e abjeta do Governo Federal, ficou impedido por força de lei, de trabalhar no direito privado; a Moro fora deliberado o direito de prestar consultoria, lecionar e trabalhar como articulista, mantendo o salário de ministro e segurança armada e todo o seu aparato.

O artigo 316 do Pacote anticrime determina que a prisão preventiva seja revista a cada 90 dias, não o sendo, o preso poderá sair pela porta da frente, como foi o caso de André Oliveira Macedo, o André do RAP. O artigo em questão fora deveras contestado, mormente pelo então Ministro da Justiça e Segurança Pública, que utilizara muito do mesmo artifício no âmbito da Operação Lava Jato.

Em meio a tudo isso, especula se que Moro e família irão deixar o Brasil, a especulação, chega como forma de notícia e eriça a testa de tropa do Governo Federal, a militância cega do Presidente Bolsonaro, que não se pospõe em ridicularizar o ex-ministro, o chamando de covarde, fujão entre outros adjetivos nada pomposos. Caso a especulação se confirme, faço a leitura de que Moro está preocupado com a sua integridade física.

Moro cometeu um erro, o de entrar na política, ainda que em cargo executivo, com a promessa de que teria “chapa branca”. Moro, lamentavelmente, entrou para legitimar o populismo do atual governo, foi usado em um discurso falso e raso de combate a corrupção, encontrando óbices desde a primeira semana no ministério, vide caso COAF, que passou do Ministério da Justiça para o Ministério da Economia. Existem muitos exemplos no mundo, de homens honrados e versados no meio jurídico que enveredaram pelo caminho da politica, mas que nem sempre lograram o objetivo almejado, às vezes, redundando em trágicos fins. Escolhi dois exemplos, que abaixo, relato:

  • Estes Kefauver, político norte-americano, que atuou como Senador pelo Partido Democrata, se destacou ao presidir uma comissão do Senado contra o crime organizado. A comissão recebeu o epíteto de ”Kefauver Hearings”, Comitê Kefauver, em tradução livre. Kaufever, convocou ao Senado norte-americano grandes nomes do crime organizado, como testemunhas, inclusive Fred Costello, nome proeminente da máfia, levando a efeito a prisão de gangsters nos Estados Unidos da América e contribuindo para a ruína de políticos de renome à época, envolvidos em corrupção. Kefauver conquistou protagonismo politico, encorajando o a pleitear a Casa Branca, mas perdeu para Truman em 1952. Em 1956 concorreu a vice-presidente de Adlai Stevenson, e não prosperou, perdendo para a chapa encabeçada por Eisenhower. Era o fim da história política de Estes Kefauver, que morreu em 1960.
  • O promotor italiano Antonio di Pietro liderou com intrepidez a Operação Mãos Limpas, tornando se a figura mais popular na Itália em meados dos anos 90. Di Pietro fora convidado a participar do Governo Berlusconi, mas recusou. Em 1996, aceitou o convite de Romano Prodi, assumindo o Ministério de Obras Públicas, mas em uma investigação, fora acusado de corrupção, mais tarde, inocentado. Di Pietro deixou o governo, fundou seu próprio partido (Itália de Valores), retornando ao ministério em 20006; se elegeu Senador. Hoje em dia, se diz arrependido por ter ingressado na política; possui um escritório de advocacia em Roma. Fica claro, que em ambos os casos – recusa e aceitação – havia uma tentativa de legitimar os maus vezos dos governos, tanto de Berlusconi como de Prodi.

Moro na política é um caminho sem volta. Ao ser ridicularizado por apaixonados bolsonaristas, quando optou zelar por sua biografia, o ex-juiz e ex-ministro, se posicionou como o principal inimigo das duas vertentes políticas que dominam o Brasil desde a redemocratização, além de nutrir antipatia dos criminosos que operam em profusão.

A integridade física de Sérgio Moro é de interesse público. O atual decano do STF, Marco Aurélio de Mello, abriu as portas da prisão para a saída de André Oliveira Macedo, o André do Rap, membro ativo e de alta “patente” do PCC, vimos mais tarde, após pesquisas exaustivas, que 79 bandidos de alta periculosidade foram soltos pelo mesmo ministro, 21 são foragidos da justiça.

O jogo político está em curso, visando às eleições de 2022, mesmo estando às vésperas das eleições municipais. Quem realmente merece vencer o jogo, é o eleitor, e hoje, posso dizer que o eleitor que goza de sua plena consciência, fora derrotado em 2018, até mesmo aqueles que comemoraram o que supunham ser a redenção ou fim de uma era.

Quanto ao Preclaro Dr. Moro, que continue escrevendo sua biografia com a pena da justiça, a mesma que lhe alçou à condição de homem honrado, e que aqui ou em qualquer outra plaga, continue reverberando a justiça que sempre empregou em favor de um povo cansado da impunidade. Mas que Sérgio Moro esteja no Brasil em 2022, e que seja alternativa ao discurso baixo e realizações toscas e insanas!

O Debate e os seus efeitos

Política é entendimento; muitos tratados, acordos e protocolos, se deram após um longo debate. Guerras e revoluções cessaram após rodadas de negociações. Portanto, o debate é contínuo entre todos os espectros, mas ganha holofotes em período eleitoral.

Em 2018, durante a eleição presidencial, os debates televisados em cadeia nacional, não contemplaram a presença do então candidato Jair Bolsonaro (PSL), que convalescia de um ferimento grave proporcionado por atentado à faca. Durante sua ausência, o candidato mais próximo de derrotá-lo em segundo turno, era Ciro Gomes (PDT), mas se abstraiu de discutir propostas e concentrar suas forças contra o então segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, o candidato Fernando Haddad (PT). Bolsonaro, percebendo o desprezo pelo embate, não participou dos demais debates, mesmo estando apto, inclusive oferecendo entrevista exclusiva no mesmo horário. O resultado nós conhecemos!

Na noite de 29 de setembro de 2020, em Cleveland (Ohio), Donald Trump e Joe Biden se encontraram para um debate, o primeiro de uma série.  O tão esperado primeiro debate visando eleição presidencial, não alcançou as expectativas de republicanos e democratas. Trump, sempre agressivo nos combates políticos, em vários momentos fora acossado por Biden, que em alguns momentos abandonou sua modorrenta expressão para se defender, atacando o atual Presidente, como palhaço e o mandando calar a boca.

Temas importantes não faltam, mas os candidatos se limitaram a discutí-los superficialmente.  Trump, hábil em transformar seu púlpito em picadeiro, parecia sentir o peso das últimas acusações de sonegação de impostos e contentou se com uma explicação requentada de que apresentará suas declarações após auditoria. Biden, de quem se esperava uma participação apática, defendeu se de seu oponente com muito brilhantismo, sobretudo, quando defendeu seu filho de insultos por conta de uso pregresso de drogas ilícitas.

É indisfarçável, o apelo que Donald Trump empreende sua campanha, atraindo torcedores ultras em todas as partes do mundo. Evidenciou se durante o debate ao nominar Biden como esquerdista extremo. É sabido que o conceito Direita/Esquerda não é apreciado nos EUA, mas a dicotomia Republicanos/Democratas , segue o mesmo diapasão no que concerne à economia, se desentendem nas pautas referentes aos costumes, portanto, pode haver democratas com viés liberal, além da conta, mas não é usual. A ponta esquerda dos Democratas é o Senador Bernie Sanders, enquanto a ponta direita do Partido Republicano é justamente, Donald J Trump, sempre lembrando que ambos sob o guarda chuva do liberalismo economômico.

O formato eleitoral norte americano não nos permite cravar uma vantagem efetiva nos valores das eleições vindouras.  A eleição não é direta, e a votação não é obrigatória. Os votos conquistados nas urnas serão confirmados ou não pelo Colégio Eleitoral, que tem sua dimensão variante de estado para estado, conforme a população, tendo número de delegados maior ou menor. Haja vista, que na última eleição, a candidata Hillary Clinton venceu nas urnas, mas não teve corroborada a vitória entres os delegados, mesmo tendo 2,8 milhões de votos a mais que Donald Trump, atual presidente.

Qualquer predição quanto à eleição nos Estados Unidos, será vaga, pois ainda durante o pleito anterior, Trump fora mal avaliado em todos os debates que participou contra sua oponente, Hillary Clinton. Outra característica durante a campanha é avaliação paga pelos debates, em que expectadores, como pessoas comuns, assistem para avaliar ao final para o promotor do debate. No debate de 29 de setembro, todos os índices enaltecem Joe Biden, mesmo reconhecendo o baixo nível e pouco teor político.

No Brasil, a campanha eleitoral, no âmbito das eleições municipais, está oficialmente em curso desde 27 de setembro. Serão muitos os debates, e o mínimo que esperamos, é que as propostas sejam discutidas em detrimentos dos ataques pessoais e do discurso raso em defesa de suas respectivas ideologias.

O debate nos Estados unidos é um ótimo exemplo para os nossos políticos, que em intrincado sistema eleitoral pode inviabilizar o resultado popular, no Brasil, o sistema pode ser implacável para aos que negligenciarem a politica municipal em função da nacional.

Por fim, que prevaleça o desejo expressado pelo povo nas urnas!

Abuso de poder não é só religioso

Quanto mais corrupto o Estado, maior o número de leis.

Tácito – Historiador Romano

No último dia 18 de agosto de 2020, o Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Edson Fachin sofreu, uma derrota acachapante, enquanto tentava emplacar como lei, o abuso de poder religioso.

A empreitada teve seu início após denúncias de que uma pastora evangélica, na cidade de Luiziânia/GO, teria sido eleita, graças a coagir os seus fiéis na Igreja Assembleia de Deus a votarem nela. A Pastora, Valdirene Tavares dos Santos (Republicanos/GO), fora absolvida, mas o Ministro Relator, Luís Edson Fachin abriu precedente para votar sobre o que poderia ser considerado abuso, abuso de poder religioso, somado aos já consagrados abusos de poder econômico e poder político.

Faz espécie, a discussão sobre o Abuso de Poder Religioso se dar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), temos casa legislativa, lócus adequado para o debate político, o que configura mais uma anomalia.

Na semana que antecedeu à votação, o povo brasileiro testemunhou os horrores oriundos de um maior, o estupro de uma criança de dez anos e sua consequente gestação indesejada. A gravidez fora interrompida sob protestos costumeiros nos dias atuais, acrescentando mais ingredientes a uma onda dicotômica.

Na semana subsequente, o desfecho do crime que custou a vida do Pr. Anderson do Carmo fora desvendado pelo Ministério Público/RJ e Polícia Civil/RJ, apontando como mandante do crime, a cantora gospel, pastora e deputada Flordelis (PSD/RJ).

É preciso visitar o passado para tentar entender o presente, com o fito de proporcionar um futuro melhor.

No período absolutista, todo evento era visto como algo liderado por um ser supremo e divino, na Europa, os cristãos como maioria, sobrepujavam outros povos de outras religiões, monarcas conduziam seus súditos e suas terras sem se basearem na razão, mas trazendo convosco, um poder, acreditava-se, vindo de Deus. No mesmo período, acusava se a existência dos Direitos Divinos dos Reis, uma doutrina que corroborava a tese de supremacia absoluta e divina.

O Iluminismo surgiu no século XVIII, também conhecido como o Século de Luz, na Inglaterra, Holanda e na França, período em que sucedeu ao absolutismo, oferecendo ideias concentradas na razão, passo importante para o Estado de Direito.

No Brasil, em pleno século XXI, há uma profusão de inquéritos, prisões, suspeitas de crimes por religiosos de diferentes matizes, que estupefata o povo incrédulo, por muitos destes, serem coberturas espirituais, os casos, João de Deus, Flordelis, Pe. Robson e a recente prisão do Pastor Everaldo.

Os abusos estão em todos os segmentos da sociedade e muitas vezes, comemoramos a não regulação em nome de uma liberdade que o nosso próximo está cada vez mais próximo a tolher.

Em suma, o abuso de poder religioso não está exclusivamente relacionado à política, é mais amplo ao que se supõe; a regulação seria pôr ordem e permitir a punição aos maus religiosos de diversas crenças ou denominações, jamais perseguir qualquer religião.

Contemplada pela imunidade parlamentar, a deputada federal (PSD/RJ), Flordelis, assiste ao desmanche da camarilha criada para o assassinato do esposo, neste caso, a imunidade parlamentar, que não é regra de competência ao contrário do foro especial por prerrogativa de função, que também vem sendo atacado pelo seu uso e distribuição excessivos. Flordelis não pode ser presa, exatamente por conta desta anacrônica lei. Enfim, isto é não é abusar do povo?

O abuso não prescinde de uma síntese para que o seja combatido em todas as suas expressões, não importa se político, econômico ou religioso. Precisamos de leis rígidas, enxutas e céleres, e que sejam para todos.

Quem vai frear o STF?

Todo homem que tem poder, é tentado a abusar dele, indo até os seus limites. Para que o abuso de poder não ocorra, é necessário que “o poder freie o poder”.

Montesquieu

Fala-se muito sobre os excessos cometidos pelo ex-juiz Sérgio Moro na condução dos processos no âmbito da Operação Lava Jato, mormente, nos processos em que envolvem o ex-presidente Lula. Somente agora algo vem à baila, pois à época, o Sistema de Freios e Contrapesos não teria sido aplicado, ao contrário, as decisões do então juiz eram corroboradas pelas instâncias, imediatamente, superiores.

Consagrado por Montesquieu, o Sistema de Freios e Contrapesos (Checked and balanced System), consta na Declaração Francesa dos Direitos do Homem (art 16) e em nossa Constituição Federal de 1988 (art. 2). O Supremo Tribunal Federal, o mesmo que retira agora, em uma decisão de apenas uma turma, inexplicavelmente desfalcada de dois ministros votantes – Carmen Lucia e o decano Celso de Mello – a delação de Antônio Palocci Filho no âmbito do processo do Instituto Lula.

A separação harmoniosa dos poderes, com o fito de equilibrar forças na condução do ordenamento pátrio, tem sido sistematicamente deturpada. Entendimentos confusos por parte dos colegiados de terceira e quarta instâncias, morosidade nas tomadas de decisões, sorteios não críveis por aqueles que acompanham os trabalhos das variadas cortes, entrevistas são concedidas pelos preclaros ministros, sobre assuntos que eles ainda irão julgar;  são alguns dos exemplos. Valendo-me de retórica de mesmo diapasão, apresento um rol de excessos advindos da corte mais alta da nação, mesmo que fora de ordem cronológica, dada a dinâmica dos fatos:

Manutenção dos direitos políticos de Dilma Roussef;

Dar voz de prisão a um cidadão, pagador de impostos, por este se manifestar como alguém que tem vergonha da Suprema corte;

Proteger Glenn Greenwald da Operação Spoofing (sequer pode ser investigado);

Censurar a Revista Crusoé;

Abrir inquérito, presidí-lo, julgá-lo e sentenciar, no mesmo tribunal;

Transferir o COAF para o Ministério da Economia;

Proteger Flávio Bolsonaro de investigação sobre rachadinha;

Determinar o banimento de perfis nas redes sociais;

Revogar prisão preventiva do Queiroz e determinar prisão domiciliar para uma foragida (esposa)…

Há um açodamento explícito de campanha, visando a eleição presidencial de 2022 em que Jair Bolsonaro, fazendo uso da máquina pública, se apropriando de obras e projetos de seus antecessores, empreende uma propaganda enganosa e com colaboração de seus filhos, como melhores aliados, regem uma turba cega de paixão, se colocando como o melhor presidente de todos os tempos (palavras de bolsonaristas).

Em outro extremo, Lula, que também se diz o melhor presidente de todos os tempos, além disso, o melhor chefe de Estado do mundo no início do século esperneia contra as decisões que o levaram a duas condenações, e a caminho de uma terceira. Caso as teratológicas decisões do STF avancem, Lula, terá seus direitos políticos restabelecidos e enfrentará Bolsonaro nas urnas, caso não aconteça, além de proporcionar uma catástrofe na base esquerdista tradicional, deixando Lula fora da disputa, mas com liberdade para eleger até um poste. Vale lembrar, que de dentro da cadeia, Lula viabilizou a candidatura do mal avaliado ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, içando-o ao segundo turno em 2018.

No centro da disputa, o homem que condenou Lula com o condão da justiça, por mais desprezado que o seja, conhece a índole de seus algozes e equidistante, assiste as investidas contra suas decisões de outrora.

Bolsonaro, plagiando, seu desafeto Lula, atrai as massas a engrossar o coro de mito. Lula brada pela inocência que somente ele acredita, enquanto Moro, aos poucos recebe o carinho de dissidentes despertos.

Enquanto o embate de três pontas domina a seara política, o judiciário arbitra conforme as contingências do momento, desidratar Sérgio Moro, profundo conhecedor dos atores políticos brasileiros.

 Moro no poder, é retomar a agenda anticorrupção, e devolver a esperança de que um líder com o mínimo de estatura moral assuma definitivamente os rumos da nação, e indique ao povo brasileiro a resposta à pergunta de um milhão. Quem vai frear o STF?

A política na rede

A eleição presidencial em 2018 foi uma mostra do que poderá ser as eleições municipais de 2020. Não é segredo pra ninguém, que o candidato que se elegeu em 2018, utilizou se muito da internet, até então legitimamente, não obstante pese contra ele algumas investigações sobre o mau uso da ferramenta. A internet deixa rastros, mas abre um canal para cobrar os eleitos, o que não aparece com muita normalidade, pois o caminho escolhido é atacar o adversário, como se inimigo fosse, e defender o preferido, como se defende um filho mimado.

A Internet é um mundo virtual que norteia uma nova era na comunicação. Muito do que surge no campo cibernético, é utilizado no campo real e diante disso, aponta para um caminho mais prático em tempos de restrição de movimentos. O corpo a corpo, as caminhadas, o abraço, o ato de segurar crianças nos braços e beijá-las darão lugar a uma campanha mais direcionada em um lócus incomum, mas que poderá ser muito útil.

O termo idiota, deriva do grego arcaico, idiotes. Eram aqueles que não demonstravam interesse pela política. Corroborando o caráter pejorativo, os apáticos na acepção da palavra idiotizam a internet para manifestações rasas não sobre política pública, mas sobre políticos, não argumentam, mas apresentam insanas verborreias em defesa de uma ideologia, porém quero crer que estamos apenas em um estágio incipiente de uma nova onda de engajamento eminentemente político.

A importância da Internet como ferramenta de interação está sendo negligenciada, pois através dela, poderíamos cobrar daqueles a quem conferimos nossos votos. Em um tempo não muito remoto, não gozávamos de tal proximidade, e essa distância proporcionava aos políticos, um caminho pavimentado para a corrupção. Hoje, podemos acompanhar via televisão, nas TV´s Senado e Câmara, nos circuitos internos dos paços municipais e intermináveis foros de debate político nas mais variadas redes sociais, mas a geração ora agraciada por atributos outrora inimagináveis, regurgita uma coleção de notícias falsas ou tendenciosas, atacando um para defender outro, nem sempre defensável.

A internet nos oferece muitos artigos e reportagens sobre fatos inerentes a política, em qualquer que seja o espectro ideológico, e vale a pena visitar o contraditório para melhor construção do juízo de valor, usar a internet para escolher o nosso candidato é uma realidade, mas podemos usá-la também para cobrar nossas lideranças, e fazendo isso com conhecimento é muito mais válido e iremos surpreender os nossos líderes que nos têm como massa de manobra.

Em novembro de 2020, dar se aõ, as eleições municipais, desta feita, com um apoio imensurável das redes sociais, e sugiro que cobremos dos candidatos, o mínimo de conhecimento. Aos candidatos a prefeito, qual o plano administrativo? Possui identidade partidária com sua agremiação política? Aos candidatos a vereador, conhece o regimento interno do Paço Municipal? Conhece a Lei Orgânica do Município?

Portanto, tanto eleitores como eleitos devem conhecer muito, para enobrecer o debate proposto, aos eleitos a linha reta da ética na política, aos eleitores que nunca se arrependam do seu voto, pois o erro é de quem não pratica o que entoou durante sua campanha, virtual ou real.

Aqui jaz a Lava Jato!

A Operação Lava Jato surgiu em 2014, sob a égide do então Ministro Sérgio Moro; resumindo os feitos e as consecuções da operação por consequência das investigações, dezenas de políticos e empresários condenados, inclusive um ex- presidente da república que já degustou um ano e meio de cadeia; pode se atribuir também à Lava Jato, os avanços na prisão em segunda instância (derrubada à posteriori para livrar Lula da cadeia), ancorados pela Lei 12846/2013, Lei anticorrupção, sancionada pela ex-presidente Dilma Roussef em 2013, e claro, a deposição de Dilma, que veio na esteira dos fatos aqui elencados. A operação ganhou os holofotes do mundo, e um juiz até então desconhecido, se transformava erroneamente pelo povo, como herói nacional. Digo errôneo, pois ao juiz teço loas pelo brilhantismo apresentado como funcionário público federal, que apresentou um trabalho digno do reconhecimento até de seus adversários, não raramente, advogados caríssimos a serviço de corruptos contumazes. Moro, com firmeza e discrição – no início só respondia nos autos – publicizava cada ato da operação, despertando no povo, a atenção e a curiosidade de como era tratado o dinheiro público, o mesmo povo, jocosamente, fazia apostas, sobre em que fase da operação, seria preso este ou aquele elemento, digo, investigado; era um momento de cartasse para o fatigado povo brasileiro que já se habituara a conviver com a impunidade dos grandes malfeitores.

Moro, já criava sua horda de desafetos que empunhavam a Doutrina dos Frutos da Árvore Envenenada, que nasceu na Suprema Corte Norte Americana em 1920, com o propósito de mitigar provas ilícitas, o que se consolidou nos anos 40. Como exemplo, o telefonema da ex-presidente Dilma Roussef para o ex-presidente Lula, lhe garantindo o termo de posse, para que não fosse abordado pela Policia Federal, que estava iminentemente em seu encalço. A gravação em questão, já passara do tempo solicitado pelo então juiz Sérgio Moro, e poderia se aplicar a doutrina, mas três anos mais tarde, surgiu o famigerado site de fofocas, The Intercept e deu nó nos cérebros de juristas de todas as instâncias, ao apresentar mensagens roubadas no intento de salvar seus apaniguados e provocar a queda de Moro.

O pensamento utilitarista, difundido no século XVI por Jeremmy Brent e John Stuart Mill, na Inglaterra, consiste em fazer o bem ao maior número de pessoas, mesmo que afete a um número menor de pessoas. Há muitos exemplos, mas aqui escolho um para fácil entendimento. Imagine um motorista dirigindo em uma pista simples, a 80 km/h, uma criança atravessa a rua, da direita para a esquerda, caso o motorista desviasse para a direita, atingiria a um afluxo de pessoas em um ponto de ônibus. A tomada de decisão deve ser imediata, então o motorista optou em seguir em frente, atingindo a criança e salvando o aglomerado. O motorista deve ser punido por matar uma criança ou deve ser absolvido por salvar a vida de mais de uma dezena de pessoas que estavam aglomeradas? 

Entre a doutrina e o pensamento jurídico-filosófico, quem mais cometeu excessos? A operação Lava Jato ou os envolvidos?  Para um bom discernimento, a Operação Lava Jato, já em 2015, averiguou em todas as operações financeiras inerentes, o montante de 8 trilhões de reais, enquanto o PIB daquele ano era de 5,9 trilhões de reais, em cotação da época.

Passados seis anos desde a primeira fase da operação Lava Jato, o que mais se discute são os excessos do hoje ex-juiz Sérgio Moro, julguem se necessário for, mas com o mesmo rigor da lei em que Moro empreendeu em seus vinte e dois anos de magistratura, faço saber que não sou do direito, mas me permiti, com toda vênia, imergir na seara,  para que o defendamos dos  quem teimam  imputar má fama, sobretudo após sair do atual governo, para onde havia sido içado como Ministro da Justiça e Segurança Pública.

Em um tempo não muito distante, o brasileiro médio, escalava a seleção brasileira de futebol, mesmo não sendo época de Copa do Mundo; nos dias atuais, o brasileiro médio é capaz de escalar o escrete da maior instância jurídica da nação, os poderosos ministros do STF ou mais informalmente, os ministros do supremo. Ouço muitos questionamentos e confesso não saber responder, se este ou aquele ministro é bom ou ruim. Para tanto, tenho uma resposta padrão, “juiz não deve ser bom, juiz, deve ser justo”.

O desmanche da Operação Lava Jato, se dá em um momento, em que os aspirantes à Ministro do Supremo Tribunal Federal, bajulam o Presidente com decisões controversas, por falta de decisões, ou teratologia, como decretar prisão domiciliar a quem estava foragida.

 Nunca uma vaga para o mais alto posto da magistratura, foi tão cara, mas no balcão de Bolsonaro, quem paga essa conta é o povo, cansado e iludido de que a impunidade não seria mais chamada nos noticiários do Brasil, mas a manutenção de uma narrativa vale mais que a honra de um homem que trocara a magistratura e a estabilidade que lhe acompanhavam, por um governo então promissor. Moro, agora é apenas um homem comum, que cumpre quarentena competente, que escreve seus brilhantes artigos, mas que fora atirado ao ambiente imbecilizado da internet, tendo sua reputação sendo exposta à prova.

Os assassinos de reputação se uniram contra a maior revelação e postulante da terceira via ao cargo de Presidente da República em 2022, mas isso é feito de maneira vaga, ou se apoia Bolsonaro incondicionalmente ou a esquerda volta. De certo, apenas o movimento desvairado no tabuleiro do governo, que não enfrenta a guerra contra a pandemia – pasmem! Mesmo tendo como ministro da saúde, um General do Exército, em uma continuada interinidade – o Presidente da República que ainda conta com bom capital político, mas este lastreado pelo auxílio “nada” emergencial, outrora proposto pelo presidente, de apenas duzentos reais, mas graças a acordos costurados com a oposição chegou se ao valor de seiscentos reais, causando furor até mesmo aos mais ferrenhos críticos do Governo Federal, portanto, é questão de tempo, pois o dinheiro, seja de que lado venha ou para que lado, vai, um dia acaba!

Bolsonaro afunda seu governo, e com suas peças periféricas, tenta puxar seus potenciais adversários para o mesmo lodaçal, Moro parece ter aceitado o desafio e, pedindo para que não embarquemos no mesmo discurso de ódio dos extremos, que simplesmente apoiemos o combate à corrupção. E eu acrescento: que a paixão política não nos cegue a ponto de não nos permitir enxergar os buracos provocados pela má governança.

Criticar não é ofender

O inquérito das Fakenews reacendeu a procura pela tão sonhada regulação da mídia, bradada pelo ex-presidente Lula.  O inquérito presidido, julgado e em vias de ser sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal, recebe críticas de diversas correntes políticas, jornalistas, juristas, entre outros formadores de opinião.

Baseado no histórico do Supremo Tribunal Federal e seus ex-ministros, eu reputo a atual composição da Suprema Corte, como a mais fraca da história do Brasil, e critico desde que eu não use de um direito consagrado, conquistado à duras penas para ameaçar, injuriar, difamar, atentar contra a honra, incitar a violência, ou qualquer ação da mesma natureza. 

A lei 12.965/2014 conhecida como Marco Civil da Internet causou a mesma celeuma em 2014, quando sancionada pela ex-presidente Dilma Roussef, já a lei 12.737/2012, também sancionada por Dilma Roussef, dois anos antes, conhecida como lei Carolina Dieckmann, não causou o mesmo frisson, por não envolver políticos. Ponto pacífico, que ambas as leis, aí estão para proteger as vítimas e punir os culpados.

Enquanto se desenrola o famigerado inquérito, concomitantemente, o PL 2630/2020 tramita no Congresso Nacional.  Governo e sua claque demonstram exacerbada preocupação. Apoiadores sendo presos, ou no mínimo visitados pela PF em seus domicílios nas primeiras horas do dia, o Procurador Geral da República comandando uma sórdida campanha contra a força tarefa lava jato, em manifesta afronta ao ex-ministro Sérgio Moro, quem vem sendo vítima de toda sorte de tentativa de desconstrução de sua imagem.

O politicamente correto está em voga desde a virada do século, mas sem nos aprofundarmos na questão, ela só nos apresenta como mote ideológico. O politicamente correto não é ruim, o politicamente correto precisa sair do discurso e ser enquadrado como aquilo que recebemos nas nossas formações, respeitando as diferenças, pois o que nos certifica a igualdade, é somente a lei, no mais somos todos diferentes, mas o discurso absoluto do politicamente correto, involuntariamente nos limita no direito à livre opinião, portanto, criticar não significa ofender, o que nos torna passíveis de punições nos rigores da lei.

O dito cidadão de bem, jamais irá temer qualquer lei sancionada com o propósito de civilizar o ambiente virtual, ao que sempre pareceu ser areia movediça, onde tudo que lá se enterra, jamais voltará a emergir.

Nos dias atuais, devemos temer pelo desmantelamento da lava jato, devemos nos preocupar com a educação, cujo ministério está vago, devemos recorrer ao Exército Brasileiro, quando o assunto é saúde, pois o ministro é um General com amplo conhecimento em logística – bom! Pode ser que tenhamos a sorte de sermos levados ao melhor hospital mais próximo – devemos ficar atentos ao negacionismo escancarado do Presidente da República, e claro e ululante, o rubor causado pela ameaçadora regulação das mídias.

Ressalto ainda que todas as críticas devem ser dirigidas, aos eleitos e jamais aos eleitores, mas com a parcimônia necessária, e concluo parafraseando o Presidente da República, a estrela maior da companhia, sua Excelência Jair Bolsonaro, para me dirigir à horda contrária ao inquérito das Fakenews e ao PL 2630/2020:

“É só você não mentir, não injuriar, não difamar, não ameaçar, não incitar a violência, que tu não vai pra lá, pôxa! Não tem que dar vida boa pra esses canalhas! Eles têm que se ferrar mesmo e ACABOU”!

Ode a Jacinda; Exemplo de mulher na política!

Em 23 de março de 2020, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardem, assinou decreto determinando prazo de 48 horas para o cumprimento de quarentena, exceto aos trabalhadores essenciais. O decreto, à priori seria de apenas quatro semanas, mas com o avanço do novo coronavírus no mundo, Jacinda estendeu o isolamento, até que as infecções e mortes cessassem, chegando a 7 semanas. Importante mencionar que durante o período de combate ao vírus, não houve lobby para qualquer placebo, não houve crise com seus ministros; o ministro da saúde é o mesmo que estava quando do início da pandemia, a primeira-ministra não o substituiu, mesmo tendo ele quebrado a quarentena ao visitar uma praia a 20 km de onde reside. David Clarke se redimiu, admitindo ser um “idiota, e que teria decepcionado o time”. Clarke colocou seu cargo a disposição, mas ele fora mantido por Jacinda, assegurando o foco estritamente à guerra contra o novo coronavírus, utilizando se de expedientes eficazes como quarentena rigorosa e prematura, fechamento das fronteiras, testagem em massa e rastreamento de contatos.

Jacinda atraíra a ribalta em 2017, ano em que assumiu a liderança de seu país, participou ativamente das reuniões da ONU, com sua filha de apenas três meses. Secundada pelo marido, então noivo, Clarke Gayford, foram  flagrados por parte da comitiva japonesa, trocando fraldas em um ambiente sisudo e extraordinário.

 
Taxação de grandes fortunas, liberalização do aborto e união homoafetiva, são algumas das pautas da agenda de Jacinda Ardem, que se autodenomina progressista de centro esquerda e  é membro do Partido Trabalhista neo-zelandês , desde  2008.


Em março de 2019, na cidade de Christchurch, um supremacista branco, xenófobo e intolerante, investiu armado contra um grupo de muçulmanos que faziam suas preces em uma mesquita, alvejando 51 vítimas. Jacinda, imediatamente solicitou aos meios de comunicação que o nome do terrorista não fosse divulgado e que interrompessem imediatamente a propagação de imagens do autor, com o propósito de não publicizar o ato e não estimular outros do mesmo diapasão. Jacinda Arden criou um grupo pluripartidário para visitar todas as famílias das vítimas, empreitada cumprida com sucesso.

No Brasil, somente para efeito de comparação, cito a mais distante e importante comunidade insular, a ilha de Fernando de Noronha, com 3016 habitantes, que eliminou o vírus, mas em menos de uma semana após o anúncio, um avião aterrissou em solo noronhense, com 32 servidores públicos, vindo do Recife, dos quais, 12 testaram positivo para Covid-19, o que nos mostra que o discurso de país menor, população pequena e baixa densidade demográfica, podem até colaborar, mas a firmeza de um líder é mandatória no combate a um inimigo invisível.


Jacinda é uma política moderna, de hábitos simples, e que pode inspirar não somente nossos políticos, mas a todos os brasileiros que travam uma guerra sem despojos. A sensibilidade, a rápida tomada de decisão, conscientização, persuasão e respeito aos diferentes fazem de Jacinda um exemplo a ser seguido.


Outras mulheres merecem destaque nesse período, a primeira ministra da Islândia, katrin Jakobsdóttir (esquerda verde) e a primeira-ministra da Noruega Erna Solberg (partido conservador) completam a tríade de grandes mulheres em tempos de pandemia, mas a minha homenagem de hoje vai para Jacinda, mesmo que me questionem,  “ah!!! Mas ela é de esquerda!”

Max Miguel