Criado por Alan Linvingston em 1946, mesmo ano de nascimento de Donald Trump, o palhaço Bozo, avivou as crianças da época. Bozo ganhou notoriedade, e ganhou intérpretes em vários lugares no mundo, inclusive no Brasil.
O termo “bozofobia” é título do livro de Scott Parson, lançado em 2018, que narra a estória de um palhaço que se apaixona por uma mulher que tem medo de palhaço. O caso de amor entre Trump e o povo americano pode não ter se consumado, por essa aversão, aplicada nas urnas em 2016, e corroborada em 2020, quando um número recorde de votantes depositam seus votos nas urnas.
O sistema eleitoral norte-americano é muito complexo, a começar pela não obrigatoriedade do voto, fazendo com que os candidatos, além de convencer o eleitorado a votar, devem convencê-lo de que este ou aquele é a melhor opção. Os votos depositados nas urnas serão confirmados pelo colegiado, como o número de delegados, que varia de estado para estado, conforme a população, o que não é tão incomum, o vencedor nas urnas ser derrotado no Colégio Eleitoral, mas independente do resultado, as urnas recebem o recado de um surto de bozofobia, no país.
Em 2016, Donald Trump, curiosamente, xenófobo, supremacista branco, filho de mãe escocesa e neto paterno de alemães, venceu uma acirrada eleição contra Hillary Clinton, com um discurso demasiado agressivo contra o que ele denominava a esquerda americana, optando por uma retórica de desinformação e muitas vezes abusando de notícias falsas, – fakenews – termo por ele propalado. Valeu se de promessas de opressão aos imigrantes ilegais, como o discurso de Fazer a América Grande Novamente, como se estivesse em decadência.
Trump recebeu de Barack Obama, o bastão de um país em plena estabilidade econômica. Taxa de desemprego de 4,7%, após receber oito anos antes, uma taxa de 9,8%; PIB de 17,7 trilhões de dólares, tendo recebido um PIB de 14,4 trilhões de dólares. Em seu primeiro e iminente único mandato, Trump ostenta taxa de desemprego de 7,9% e PIB de 19,41 trilhões de dólares, agravado por uma retração recorde, de 32,9 trilhões de dólares, o que representa não cumprimento de metas de crescimento.
Segundo vários institutos de pesquisas nos Estados Unidos, Biden tem a probabilidade de 85% de vitória, contra 15% de Donald Trump; pesquisas sendo efetuadas com a eleição em curso, pois o sistema permite que a eleição ocorra durante vários dias ou semanas, a depender do estado, inclusive a votação pelos correios. No último dia de outubro, o número de eleitores que votaram pelos correios ultrapassava 90 milhões de eleitores.
O impacto de uma iminente derrota, tão logo evacue da Casa Branca, local onde ele transformou em um picadeiro, Trump poderá mesmo que involuntariamente ditar o rumo de outros Bozos pelo mundo.