UM PSICOPATA NO PODER!

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus.”Lula

Julho de 2014, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel Yigal Palmor reagiu ao gesto de Lula, ao convocar o embaixador do Brasil em Israel, em razão de ataques contra o Hamas. Palmor alcunhou Lula/Brasil de anão diplomático. Quase dez anos após, Lula parece querer confirmar o epíteto. Nem sempre foi assim, a relação diplomática entre os dois países antecede a criação do Estado de Israel, que se deu após a batida de martelo de Osvaldo Aranha, então Presidente da Assembleia Geral da ONU em 1947, aprovando a Resolução 181, o Plano de Partilha da Palestina, o que lhe garantiu deferências de um povo; Osvaldo Aranha é nome de praças e ruas em várias cidades de Israel e para nós brasileiros, é motivo de orgulho um compatriota fazer parte da história de um país tão distante e de cultura tão distinta.
A diplomacia brasileira reserva loas também ao Embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima, que no início da década de 1990, negociou com o governo iraquiano representado pelo ditador Saddam Hussein, Flecha de Lima e sua esposa, a Embaixatriz Lúcia Flecha de Lima eram amigos de Lady Di, a Princesa de Gales. Quando da missão de resgate de mais de 400 operários brasileiros, o casal que à época estava lotado na Embaixada Brasileira no Reino Unido, gozava férias na França, mas não se furtou de desempenhar uma de suas mais difíceis tarefas; o Embaixador usou de suas habilidades e conhecimentos diplomáticos para conquistar seu intento sem percalços, com a esposa, preparou um jantar sem auxílio externo para seus interlocutores, falou inclusive com Arafat, o ex-líder palestino, a quem oferecera auxílio em vê-lo recuperar alto valor gasto na compra de um terreno, quando da construção de Brasília, antes de 1960; mas Yasser Arafat, o carismático líder palestino caiu em um golpe, assim descobriu um de nossos maiores orgulhos diplomáticos.
A fala de Lula em Adis Abeba no último domingo 18 de fevereiro foi de improviso, mas não foi uma gafe, como sugerem seus panfletos travestidos de jornalismo, Lula falou do que não conhece, mas direcionando sua tradicional caravana que flerta com o Hamas, vale aqui a reminiscência de que a guerra que Israel empreende é contra um grupo terrorista, o Hamas, que a esquerda mundial flerta para uma relação perigosíssima é para além de um partido político, um grupo financiado por ditaduras do Golfo Pérsico. Hamas é um acrônimo em árabe, para Ḥarakah al-Muqāwamah al-ʾIslāmiyyah (Movimento de Resistência Islâmica), mas em hebraico, hamas significa violência, agressão, dano crueldade ou injustiça, algumas traduções mais ortodoxas trazem o significado de violência seguida de sangue e é mencionado no Velho Testamento mais de 60 vezes, a começar por Gênesis 6, na narrativa do dilúvio, muito antes do surgimento do islamismo, denotando a provocação cruel de um grupo rasteiro que surgiu como defensor da causa palestina. Em tempo, a causa palestina é legítima, o povo palestino que aqui faço questão de não confundir com o Hamas tem o direito de lutar por sua soberania, e vem fazendo com muita criatividade e pacificamente há anos, haja vista, o uso de gravuras de melancias, após a proibição de se ostentar a bandeira palestina após a Guerra dos Seis Dias em 1967; as cores, verde, branco, vermelho e preto – cascas, polpa e sementes fazem as vezes do símbolo de um estado ainda não reconhecido.
Lula tem viajado o mundo, disparando sem pudor, a sua metralhadora verborrágica, dá opiniões em conflitos que não são do nosso interesse, enquanto finge desconhecer os acontecimentos em nosso quintal, como é o caso da Venezuela, a quem reputou como uma democracia ainda que relativa; compara a morte de Navalny, opositor de Putin, com forte representatividade em seu país, com a morte da ex-vereadora Marielle Franco, aliás, comete ato falho, quando não acusa seu apaniguado Putin, mas diz que quando tiver a certeza por meio de exame legista, irá falar do assassinato de Navalny.
Lula reúne atributos característicos de um psicopata, conforme lista elaborada pelo psicólogo canadense Robert D. Hare em “International Handbook on Psychopathic Disorders and the Law”, (Manual Internacional Sobre Transtornos Psiquiátricos e a Lei), falta de empatia, impulsividade, egoncentrismo, megalomania, mitomania, busca aventuras, é antissocial (aparece somente em volta dos seus) e lhe falta emoções. Não por acaso, Lula se dá muito bem com figuras putrefatas no cenário político global, como Nicolás Maduro, Bashar al-Assad, Ortega e Putin, o atual serial killer do Leste Europeu. Em suma, Lula não se compadece com o povo palestino e ele não está sozinho, e relega nosso país à periferia do mundo, voltamos a ser párias internacionais, enquanto um psicopata no poder, torra nosssos impostos com viagens para encontros com o clube das camisas guayaberas e com ditadores árabes e africanos, que agem contra a democracia; estamos nos distanciando da civilidade, da boa argumentação e dos preceitos elementares do Estado Democrático de Direito e não é algo que ocorre somente aqui, a periferia do mundo afronta a democracia em todo o globo, e o que sobra para Lula é tentar protagonismo em uma sórdida confraria, sem considerar que o Brasil é frágil no quesito defesa, enquanto seus colegas recebem armas das grandes potências e neste momento os utlizam como mecanismo de reverberação.
O efeito da mais recente fala ignóbil de Lula foi uma enxurrada de notas de repúdio advindas de várias organizações israelitas em todo o mundo civilizado, além de notas de autoridades israelenses e políticos opositores no Brasil. Lula se tornou persona non grata em Israel, que convocou seu embaixador no Brasil, em troca, Lula fez o mesmo, o que na prática são gestos formais da diplomacia. A deputada de direita, Carla Zambelli (PL/SP) lidera neste momento uma turba que visa o pedido de impeachment de Lula, lastreado no artigo 5º da CF/88, mas o que não me parece viável, pelo apoio necessário das forças arraigadas do bolsonarismo, a oposição natural, e o sinal ainda mais claro, a indiferença de membros dos poderes legislativo e e judiciário que possuem origem judaica, como Senador David Alcolombre (UB/AP), os Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, entre outros, portanto, a abreviação do mandato do psicopata, por mais necessária que possa parecer, é algo distante. Lembremos que o acontecimento marcante de Lula no exterior, se deu a uma semana de uma manifestação orquestrada pelo seu antecessor. As opiniões em territórios alheios vão de encontro às atitudes em seu próprio território, em que o mais importante para ele é separar para governar.

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