“Eu sou um castigo de Deus. E se você não cometeu grandes pecados, Deus não teria enviado um castigo como eu.”
Gengis Khan
Genghis Khan trazia consigo o lema de unificação do território mongol, mas redundou na eliminação de rivais e dominação absoluta, a custa de muito sangue e barbárie, seus inimigos eram decapitados, quando não cozidos ainda vivos, Genghis Khan tinha prazer na vingança, tendo matado, segundo historiadores, cerca de 40 milhões de pessoas no século XIII. Tudo que envolve o nome de Ghengis Khan tem caráter hiperbólico, e isso se explica pela falta de comunicação que havia na época.
Fundador do Império Mongol, Genghis Khan foi implacável e vingativo guerreiro; nascido Temudjin, mudou seu nome para Gengis, que significa Guerreiro Perfeito, se desenvolveu com a sanha de vingança pela morte dos pais por tribos rivais, e ainda no processo inicial dessa mudança, teve sua esposa sequestrada, e quando a resgatou, estava grávida, suscitando dúvidas sobre a paternidade de seu primogênito, Jochi, o que aumentou a sua amargura.
Considerando somente os dois primeiros mandatos do Presidente Lula, o avanço comunicacional tem o deixado vulnerável às suas falácias, suas mentiras, suas narrativas, suas retóricas vulgares ao lado de sua fiel escudeira, Janja em sua volta pelo mundo.
É preocupante o caminho escolhido por quem detém o poder no Brasil em 2023. Um governo midiático, populista, cujo presidente senescente, com traços de senilidade que não apresenta compromisso com o povo, enquanto empreende em viagens luxuosas com comitivas inchadas que afastam do país aquele que deveria zelar pela nação. Sobra disposição para seus passeios, falta apreço pelo povo gaúcho, castigado pelas enchentes que ceifou a vida de mais de 40 cidadãos.
A primeira-dama, Janja, em muitos casos, dá sinais de falta de empatia com o povo brasileiro, e vale aqui a ressalva de que Lula ofereceu durante a campanha, pacificar o país, mas vem sistematicamente incentivando ainda mais a polarização consolidando-a por meio de discursos vazios, raivosos e com jocosidade manifesta, como ficou restado no último dia 07 de setembro, vestido da faixa presidencial, sob uma jabuticabeira fazendo troça de seus desafetos da Operação Lava Jato. Lula é escravo da vingança!
A lembrar, o ministro Dias Tóffoli decidiu monocraticamente por anular o acordo de leniência da Construtora Odebrecht, em um despacho de 145 páginas, eivado de ira, palavras torpes e juízo de valor, classificando a condenação de Lula como um erro histórico. O texto, para os desavisados, seria do Ministro Gilmar Mendes, que desde a Operação Spoofing vem tratando os membros da Operação Lava Jato com ira figadal. Mas a patetice – marca registrada de Dias Tóffoli, o mais raso dos Ministros da Suprema Corte, ficou para o fim da peça que determina que o TCU abra processos contra os atores da finada operação, que em uma análise superficial, poderá atender aos interesses de mais de 400 envolvidos nas tantas colaborações premiadas, onde foram apresentadas provas irrefragáveis.
No despacho do Ministro, consta que os procuradores da Operação Lava Jato “queriam tomar o poder”, mas só no processo de colaboração premiada da Odebrecht trabalharam 150 procuradores, somente um deles chegou a assumir cargo no política – Deltan Dallagnol, além do então juiz Sergio Moro, o que explicita a estupidez grafada por Tóffoli.
Há o pretexto concebido após as tais mensagens da vaza jato, sem autenticidade reconhecida, de que a Operação Lava Jato agia em conluio entre o juiz e os promotores, mas fica sempre a dúvida, será que a Lava Jato poderia propor um conluio com o STF? Talvez o resultado seria mais palatável aos políticos corruptos e os Ministros suspeitos da Suprema Corte, mas o povo estaria distante de conhecer a a sistemática desvirtuação do dinheiro público.
Não alheio a tudo o que se passa no Judiciário, Lula finge desconhecer seus desplantes, acenando com vagas em postos estratégicos no poder. A política é um jogo de xadrez, embora não atenda à máxima chinesa, de que o rei e o peão sejam guardados na mesma caixa, o xadrez político é um jogo interminável, os três poderes da república estão inseridos permanentemente; o momento atual é demasiadamente turbulento e a aceitação dos seus atores principais ao se submeterem a tal baixeza é digna de vilões chinfrins.
Vamos combinar que o Poder Judiciário, salvo desonrosas exceções, é composto de gente graúda, com notável conhecimento jurídico; entre os nomeados, o maior emblema de subserviência ao Presidente, é o Ministro da Justiça, que desfilou importante carreira como Juiz Federal, mas presente no executivo, se atrapalha como Mestre de Cerimônias do Governo, se revelando mal intencionado no trato com a justiça, pois não deveria agir ao arrepio da lei que domina tão bem; a incúria, ao não preservar as imagens do dia 08 de janeiro durante atos de vandalismo, seria o suficiente para demissão, quiçá, um pedido de impeachment muito bem fundamentado.
Na Suprema Corte, há visível perseguição aos antagonistas do poder, não se sabe se por encomenda ou por arbítrio, faço uma ressalva aos atos de vandalismo em que o Ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão de 1399 autointitulados patriotas; por mais que parecera afronta ao Estado Democrático, Moraes evitou o que poderia ser muito pior, mas causou espécie, o tempo esticado de prisão e a patente opressão.
Augusto Aras, o pivô do Poder Judiciário, age com o método de João Bobo, pendendo entre o bolsonarismo e o lulismo, tentando se equilibrar no poder por mais tempo; na casta judiciária, é o que melhor representa aquilo se convencionou chamar de bolsopetismo.
Convidar o ditador russo Vladimir Putin para o Brasil sob a alegação de que aqui quem manda é ele, fingindo desconhecer o Tribunal Penal de Haia, que ele já indicou uma representante brasileira há 20 anos – a juíza Sylvia Steiner, e mesmo tribunal que fora apelado por sua defesa em 2018, é a prova cabal de que Lula não é mais levado à sério, embora se confunda protocolo com diplomacia e boa articulação geopolítica, haja vista, a recente mudança que turbinou o BRICS celebrada por seus adeptos que não consideram a proporção e o números de ditadores e/ou populistas em seus quadros, sem contar que na esteira está a Venezuela de Nicolás Maduro.
A formação do BRICS para janeiro próximo, se fosse um país teria um PIB de U$ 31,25 trilhões, 35% do PIB mundial; com IDH de 0,639, na 133ª posição – o Brasil ocupa atualmente, a 66ª posição, população de 3.65 bilhões de pessoas, 45,6% da população mundial, com população islâmica de 472,7 milhões de pessoas.
A nova formação do BRICS será composta por países aliados ou simpáticos a Vladimir Putin, os sauditas defenestram continuadamente o mercado norteamericano em vários segmentos, o mercado energético e petrolífero entre russos e sauditas é economicamente ajustado, agora com apoio ainda mais firme de Xi Ji Ping, líder chinês, tudo alinhavado sob a influência de Lula, mas é claro que esta união tem tudo para ser nociva, o Brasil sai do protagonismo no bloco para status de coadjuvante, com o agravante de alimentar ainda mais os discursos de guerra. Um dia após a atrapalhada fala de Lula sobre convidar Putin para o Brasil, a Rússia recebeu o mais belicoso e bravateiro líder comunista do mundo, Kim Jong-Un, para negociar armas.
Os movimentos de Lula afastam o Brasil dos Estados Unidos, onde se vê algo semelhante, a aparente senilidade de Joe Biden atraindo para a Casa Branca, Donald Trump. Se lá, há brechas para Trump disputar e assumir a presidência, mesmo se estiver condenado, cá, o bolsonarismo sobrevive ao Bolsonaro, e também poderá surpreender.
A cassação relâmpago de Deltan Dallagnol e a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro são retratos na galeria de Lula, que só ficará completa com a humilhação de Sergio Moro, mas valendo me da máxima de que o sucesso exige queda, o povo, inclusive aquele que votou em Lula acreditando que este seria um mal menor, dá sinais de descontentamento; os atos de vandalismo trouxeram consequências que inibem protestos mais veementes, oportunizando até aqui o sucesso do atual Presidente, mas já se ouve um clamor por um governo austero, impoluto e no mínimo equilibrado.
Parabéns Max!
Excelente texto que expõe todas as contradições e espírito de vingança que norteia o governo LL e seu ajudante de vingador: Dino.
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