A CRUZADA PETISTA E A FALÊNCIA MORAL DO BRASIL

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança”
Hannah Arendt

O Brasil tem um presidente que mira o improvável Prêmio Nobel da Paz, e desconectado com a realidade brasileira, torra o dinheiro do povo em interminável lua de mel – Lula já está de malas prontas com sua giriquita para viagem à Paris e Roma.
Enquanto isso, os palhaços do seu reino falam e acusam seus inimigos escolhidos do que bem entendem nas redes sociais, sob a complacência dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), o que falta com os palhaços do reino vizinho, ou seja, pau que bate em Zambelli não é o mesmo que bate em Janones. O STF está de cócoras, comendo nas mãos de bandidos de colarinho branco, em suma, a Suprema Corte está completamente acovardada, liderada por um batráquio que emite um som muito parecido com a voz humana, mas não passa de um sopro fétido de insultos à operação que ousou combater os males que há muito tempo destróem a nação.
Para completar a desonra chancelada por estes que deveriam guardar com zelo a nossa constituição, vem aí um novo colega, o Zanim para o STF, mas é melhor aceitar calado, pode ser pior; e se Lula decidir que melhor que o Zanim é o Tacla Duran? É… manda quem pode, obedece, quem tem juízo!
O Brasil regrediu no combate à corrupção nos últimos dez anos, conforme divulgado pela Transparência Internacional em 31 de janeiro último, com base nos dados do IPC (ìndice de Percepção da Corrupção). Em 2012, o Brasil figurava na 69ª posição entre 180 países, agora, figura entre os mesmos 180 países, na 94ª posição.
O IPC utiliza a escala de zero a cem, sendo zero, “altamente corrupto” e cem “muito íntegro”, o destaque positivo é a Dinamarca, a melhor colocada com 90 pontos e o destaque negativo, a Somália com 12 pontos, a pior colocada. O Brasil, com 38 pontos está abaixo da média mundial de 43 pontos.
Considerando os blocos econômicos, o BRICS tem média de 39 pontos; o G20, média de 53 pontos; OCDE, média de 66 pontos. Na América Latina e Caribe, a média é de 43 pontos, o que mostra a clara decadência do Brasil, no que concerne ao trato da coisa pública.


⦁ 2012: 43 pontos
⦁ 2013: 42 pontos
⦁ 2014: 43 pontos
⦁ 2015: 38 pontos
⦁ 2016: 40 pontos
⦁ 2017: 37 pontos
⦁ 2018 e 2019: 35 pontos
⦁ 2020, 2021 e 2022: 38 pontos

Curiosamente, essa decadência do Brasil no IPC, se deu no período em que a Lava Jato atuou frontalmente contra o crime de colarinho branco, colocando na prisão, barões da corrupção no Brasil e até no exterior.
No último dia 07 de junho, o jornalista Carlos Graieb, em artigo para O Antogonista, atribuiu ao STF, o retrocesso do Brasil no combate à corrupção – “O STF faz o Brasil regredir dez anos no combate à corrupção”.
Analisando friamente o exposto, para corroborar a menção do artigo, lembremos que desde prisão do então ex presidente Lula, em 2018 e aos primeiros vazamentos das mensagens não periciadas da vaza jato em junho de 2019, o Brasil chegou ao seu pior índice, 35 pontos.
A interrupção dos valores reconhecidos pela Operação Lava Jato no mundo, deu azo ao surgimento de uma Suprema Corte parcial, até mesmo se utilizando de mensagens clandestinas não atestadas por seus supostos autores e sem perícia técnica, mas que trouxe uma catarse aos seus preclaros ministros.
O que se tem no conjunto de mensagens é até hoje distribuído em doses homeopáticas, não se sabe se para edição, conforme os acontecimentos, se para medir a temperatura e fazer disso um cavalo de batalha a fim de fragilizar ainda mais os seus principais atores, Moro/Dallagnol ou se por insegurança em divulgar um material supostamente adulterado.
O rumo escolhido pelo STF a partir de então, foi o de anular os processos de Lula, declarar Moro imparcial, propiciando uma nova candidatura de do então ex à presidência da República, que se aproveitando da tragédia do Governo Bolsonaro, se elegeu para o seu terceiro mandato.
O que se prevê para um futuro próximo é a estagnação, haja vista que no Brasil do PT, o correto é ser errado. O combate a corrupção não está na agenda do atual governo, assim como não esteve no anterior, com o agravante de que hoje, o ocupante do Palácio do Planalto fora o pricipal alvo da Operação Lava Jato e oferecera ainda durante sua prisão, vingar se de todo o sistema que visava passar a limpo os dutos de corrupção que desviavam dinheiro público.
O Brasil está moralmente falido, inimigos da corrupção estão sendo alijados de seus postos, vide Dallagnol que cassado, se vê obrigado a pagar por despesas de uma operação por ele comandada, e digo sem medo de errar, caminha a passos largos para o calabouço construído no projeto de vingança liderado por Lula com o anteparo do “anarquismo judiciário”.
Como nada é absoluto, sobretudo na política, urge uma manifestação decente e ordeira para romper a cruzada petista que pouco se importa com a moralidade.
Os dados do IPC jamais farão parte do debate público, que é perdido em troca de insultos e desinformações. O nós contra eles, deve ganhar uma nova modalidade, nós, povo, eles, governo. O que se vê hoje é de tudo um pouco, menos política, e a mudança está na mentalidade de quem mais sofre, o povo!

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