NA HORA CERTA E NO LUGAR CERTO!

“Com organização e tempo, acha-se o segredo de se fazer tudo e bem feito.”

Pitágoras

Quando se está no local certo, na hora certa e faz acontecer, está se aproveitando o timing perfeito.  Quando não se faz acontecer, diz se que perdeu se o timing. Timing é uma palavra inglesa, que no sentido literal, significa cronômetro, mas é utilizada no Brasil para definir o tempo certo.

Ano véspera de eleição presidencial, é normal que o tabuleiro esteja montado até dezembro. Agora é o tempo certo de conhecer e acompanhar cada um dos mais relevantes pré-candidatos à eleição/2022 que se apresentaram até aqui.

Lula desafia em uma tentativa insana de rasurar a história enredada por atos contínuos de corrupção desde quando era Presidente da República. Não se sabe, se as polpudas transações foram estancadas após ser alcançado pela Operação Lava Jato, mas todas as manifestações do ex-presidente dão o tom de que o seu único projeto é o de se vingar. Lula adula ditaduras da América Latina, viaja ao exterior para de lá, bradar seu grito de autocompaixão, denotando seu raso projeto de vingança.

Bolsonaro, desde que assumiu em 2019, vela  desabridamente sua prole, que para além de lhe provocar atitudes ineficazes, cito o caso COAF, que deixou de ser um braço do Ministério da Justiça, passando a figurar no Ministério da Economia, com o fito único de proteger o primogênito, Flávio; a infausta tentativa de emplacar um de seus filhos, o Eduardo a Embaixador do Brasil nos Estados Unidos e a proteção instintiva ao seu filho vereador no Rio de Janeiro, o Carlos, que estaria comandando com pompas do alto escalão do Governo Federal, uma gangue digital contra todos que ameaçam o clã. Um projeto familiar de perpetuação no poder, Bolsonaro é um líder incessantemente nocivo à democracia.

Ciro Gomes é o ponto de referência na disputa presidencial em 2022, é aquele concorrente que está apenas para ditar o ritmo da disputa. Nas maratonas, são os “coelhos da prova”, e o corredor que acompanhar o ritmo do coelho estará apto a disputar a liderança. Ciro é defendido pelos seus seguidores e/ou eleitores como o único detentor de um projeto para o Brasil; o certo é que há uma obra de sua autoria, em que ele concentra uma visão nacionalista de bem estar social, mas muito contraditória, como podemos acompanhar nas tantas eleições anteriores, como a malfadada campanha para eliminar o brasileiro endividado dos birôs de crédito. Ciro não tem projeto de país, Ciro perdeu o timing!

Dória tem aceitação no Estado de São Paulo de 62% (somatória de bom/ótimo e regular), mas ao tentar emplacar uma candidatura a presidência da república, os bons números que hoje ostenta, não traduzem a mesma eficácia das pesquisas de intenção para a eleição de 2022; ademais, a saída de João Dória do cenário estadual, tende a abrir oportunidade para Fernando Haddad (PT) – que com a provável formação Lula/Geraldo Alckmin – que rivalizaria com o pré-candidato Márcio França (PSB) no estado de São Paulo. Portanto, o timing de Dória é a reeleição, ou se continua fiel ao seu propósito de se posicionar contra a continuação, pode ser o Senado Federal, pois ali estaria contribuindo melhor para o processo de mudança que o país necessita. João Dória tem potencial para disputar uma eleição presidencial, mas não agora, Dória precisa terminar um mandato a ele conferido. Outro fator; a propensa quebra de hegemonia em seu estado, comandado pelo PSDB há mais de 20 anos; quanto a isso, que se observem os bons efeitos da democracia, que viabiliza a alternância de poder.

O surgimento de Sergio Moro, com a predisposição de se candidatar a Presidente, mexeu sobremaneira no jogo. Nas primeiras pesquisas, percebemos que Moro tem percentual razoável para qualquer postulante a cargo púbico, mais de 10% de intenção de votos. Moro tem agenda bem consolidada, lastreada em pautas bem definidas, repetidas à exaustão, exasperando seus concorrentes: o fim da reeleição presidencial, a prisão em segunda instância e o fim da prerrogativa de foro por função (foro privilegiado). Taxado como monotemático, Moro alinhava com dignos representantes de diversos setores, sem perder o mote que o alçou à condição de pré-candidato. Moro valoriza estes três pilares, que darão norte para um bom plano de governança.

Há muitos exemplos na política, de atores que perderam o timing, foram candidatos grandiosos à presidência em outros momentos, mas hoje não acontecem mais, muitas vezes, o desgaste reverbera até mesmo para cargos menos pomposos. Aécio Neves, Marina Silva, Geraldo Alckmin e o próprio Ciro Gomes são bons destes exemplos.

Em várias pesquisas apresentadas nos últimos dias, principalmente após a entrada de Moro na disputa, é visível a somatória de intenção de votos dos pretensos pré-candidatos da terceira via e os indecisos: aproximadamente 20%, algo em torno de 30 milhões de votos. Se consumada a superficial boa vontade dos principais candidatos da terceira via, o melhor avaliado nas pesquisas será o representante de uma frente única, mas isso deve acontecer somente em meados do próximo semestre, e o que as pesquisas apontam, é Sergio Moro em franca ascensão.

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