LAVAJATISTA NÃO É IDÓLATRA!

“Eu não tenho ídolos, tenho admiração por trabalho, dedicação e competência.”

Ayrton Senna da Silva

Enquanto os adeptos bonachões da esquerda brasileira se exaltam com o avanço do espectro na Escandinávia, não há um quadro político de qualquer um dos cinco países, que tenha se tornado herói em todos os tempos; estendo à direita, que pelo menos em dois destes foram até recentemente geridos por duas representantes, Erna Solberg na Noruega e Katryn Jakbsdóttir na Islândia, com ótimos resultados no combate a pandemia do novo coronavírus. Não há endeusamento! O mito escandinavo mais conhecido por todos, é o deus Thor, aquele, cujo martelo lhe dobra a força. Em tempo, o esquerdismo praticado na Escandinávia, dista muito do que cursa não só no Brasil, mas em toda a América Latina, e a direita modorrenta que ora ocupa o Governo Federal prega o que não produz, não cumpre o prometido e nos leva a passos largos ao caos social.

Político é agente público, mas no Brasil, com a ameaça de uma candidatura que confronte as forças dominantes, surgem os “antis” que além de destilar ódio com suas palavras – às vezes até polidas – imputam ao virtual candidato toda sorte de adjetivos negativos, lhe submetendo a conjecturas. A intifada promovida pelo antilavajatismo – nova gangue sociológica – que patrulha os admiradores de Sergio Moro, o habilita a participar do pleito vindouro. É só o início, o próximo passo, é o confronto direto, o mesmo que fez a esquerda, enaltecer o então pré-candidato, Jair Bolsonaro. Maria do Rosário lhe conferiu notoriedade, mais tarde, Jean Willys, n´uma atitude para além da sordidez, trabalhou como cabo eleitoral de Jair Bolsonaro.

A frase utilizada à exaustão na reta final da eleição presidencial em 2018: “é uma decisão muito difícil”, virou meme; hoje, primavera de 2021, após quase três anos de Governo Bolsonaro, confirmamos o que antes era somente um indício. Foi uma decisão muito difícil, e muitos optaram por um cafife não conhecido, em detrimento de um já conhecido. Se a maioria optasse por Haddad, aquele que tomava as bênçãos de seu morubixaba na cadeia em Curitiba, hoje estaria lamentando por não ter votado em Bolsonaro, aquele do discurso belicoso. Por sorte, estamos sem a corrupção de outrora e no último quarto de uma gestão desastrosa, talvez também corrupta, mas ela só se repetirá, se o povo assim o quiser, e há agora um novo indício, o de que há uma polarização que nem mesmo uma terceira via será capaz de conter.

O que se percebe por aqui, é que há algo em comum entre petistas e bolsonaristas, o perfil de adoradores. São homens e mulheres, que à margem da governança, defendem desabridamente seus ídolos, tanto ao que ocupa a Presidência, como aquele que um dia a ocupou.

A terceira via é aclamada e o melhor quadro para contrapor aos vícios da velha política, há de vir de fora do organismo, um outsider, de preferência, um quadro de quem se conheça minimamente sua competência. Surge Sergio Moro, o lavajatismo, e a reboque, invariavelmente, o antilavajatismo.

O antilavajatismo não tem autoridade de imputar aos adeptos de Sergio Moro, o perfil de adoradores, aliás, Moro não é político, ainda não é candidato e jamais pediu um voto. O lavajatista dedica reconhecimento e respeito por quem descortinou e aplicou com galhardia a lei para todos, sobretudo no âmbito da Operação Lava Jato. Portanto, os vetores que hoje urdem contra Moro, realizam exercícios de sofreguidão, falsamente anteparados por suas colocações profissionais e/ou pelos conhecimentos rasos da política como ela é, e não como deveria ser. O momento pede paz, e caso Moro seja candidato, os seus adeptos não podem ser apedrejados por nefelibatas de esquerda, tampouco de direita. Ora! Chega a ser incongruente; se há tanto o que defender do governo atual e do governo pregresso, não são razoáveis  os ataques gratuitos a uma versão não radical no desempenho de campanha por quem se acredita.

Quanto a Moro, ele pode absorver ainda mais o eleitorado pensante e descontente com as duas pontas, realçando sempre que ele conhece seus pretensos rivais por um ângulo mais favorável; como juiz, escancarou a conduta de Lula e enquanto ministro de Estado, assistiu aos primeiros rompantes autoritários e a inépcia de Jair Bolsonaro.

A propósito do seu curto período como ministro, evoquemos a pressão que Moro impunha a Rodrigo Maia na condição de Presidente da Câmara dos Deputados, enquanto tentava emplacar suas pautas anticorrupção com a ácie de quem não cede às pressões.

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