ELEIÇÃO PRÉT-À-PORTER

A proposta do Código Eleitoral protocolada por Margarete Coelho, Deputada Federal (PP/PI), gema do Centrão, prevê o impedimento de delegados, promotores, juízes e militares exonerados há menos de cinco anos a candidaturas para cargos eletivos a vigorar já no próximo pleito em 2022, em clara intenção de barrar a candidatura de Sergio Moro, principal referência à  terceira via, e tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PDT/CE) em pesquisas de intenção de votos para presidente da República em 2022; 9% e 10%, respectivamente.

Enquanto a Lava Jato surpreendia políticos e empresários quase todas as manhãs, Lula já era ex-presidente, e não gozava de prerrogativa de foro por função. Era um cidadão comum, mas com as provas cada vez mais robustas convencendo os procuradores – Lembram se das convicções? Aí está a origem do termo. Foram convencidos pela robusteza de provas – um dia Lula, foi julgado e condenado, por um de tantos crimes.

De lá para cá, Lula recebeu a solidariedade de seus pares, da Suprema Corte, que um dia chamara de “Suprema Corte completamente acovardada”, além da pressão, de seus fiéis e vigilantes eleitores.

Em meados de 2020, ao espreitar o Centrão, Bolsonaro assumiu um risco mal calculado, o que podemos corroborar agora com os novos movimentos do bloco, Bolsonaro atraiu Lula para o seu campo. Seria Lula um adversário mais fácil em 2022? Na verdade, Lula é um adversário desgastado, com discurso vitimista, em busca da cura do seu orgulho ferido.

A Pandemia no novo coronavírus transpareceu a incapacidade de Bolsonaro em governar, sobretudo em tempos de crise, que não sejam aquelas programadas e executadas por ele. O Coronavírus é um inimigo invisível e o Presidente da República empreendeu uma desastrosa política de combate, ou o que deveria ser.  Lula está livre, inclusive, livre de processo inteiro, como é o caso do Sítio de Atibaia, e é evidente o desejo de vingança, a exemplo dos políticos do Centrão, bloco que representa o epicentro da corrupção. Lula encontrou presa fácil e foca com sua natural desenvoltura as eleições de 2022, uma volta triunfal!

Enquanto transcorria o enredo acima, Sergio Moro e demais membros da Operação Lava Jato, foram interceptados ilegalmente por hackers, os vazamentos vieram à tona, ainda enquanto Ministro da Justiça, e pouco fora defendido pelo chefe da nação, apenas protocolares menções a respeito; Moro fora traído por Bolsonaro, e viu o Diretor Geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo ser substituído à margem dos interesses da instituição. Moro se demitiu, tornou se executivo de uma importante consultoria nos Estados Unidos e de lá assistiu ao desmonte da Lava Jato, tendo as sentenças por ele assinadas, canceladas, e ainda assiste aos rompantes de alguns Ministros do STF, que querem provar a parcialidade do ex- juiz, porém, Moro tem um capital político reservado e inalterado, apesar dos reveses.

No dia 25 de agosto de 2021, a Deputada Margarete apresentou o citado texto para votação em regime de urgência, confirmando uma eleição pret-à-porter, na medida para Lula, ou alguém ainda duvida de que lado estará o Centrão, agora representado por uma medíocre parlamentar, que já ocupou o cargo de vice-governadora pelo seu estado, o Piauí, com o petista Wellington Dias? A resposta virá com o tempo, mas que seja o tempo na visão de Aristóteles – O tempo que não tem  fim, já que o movimento também não cessa.  Portanto, cabe a nós, eleitores,  a decisão mais acertada!

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