A eleição presidencial em 2018 foi uma mostra do que poderá ser as eleições municipais de 2020. Não é segredo pra ninguém, que o candidato que se elegeu em 2018, utilizou se muito da internet, até então legitimamente, não obstante pese contra ele algumas investigações sobre o mau uso da ferramenta. A internet deixa rastros, mas abre um canal para cobrar os eleitos, o que não aparece com muita normalidade, pois o caminho escolhido é atacar o adversário, como se inimigo fosse, e defender o preferido, como se defende um filho mimado.
A Internet é um mundo virtual que norteia uma nova era na comunicação. Muito do que surge no campo cibernético, é utilizado no campo real e diante disso, aponta para um caminho mais prático em tempos de restrição de movimentos. O corpo a corpo, as caminhadas, o abraço, o ato de segurar crianças nos braços e beijá-las darão lugar a uma campanha mais direcionada em um lócus incomum, mas que poderá ser muito útil.
O termo idiota, deriva do grego arcaico, idiotes. Eram aqueles que não demonstravam interesse pela política. Corroborando o caráter pejorativo, os apáticos na acepção da palavra idiotizam a internet para manifestações rasas não sobre política pública, mas sobre políticos, não argumentam, mas apresentam insanas verborreias em defesa de uma ideologia, porém quero crer que estamos apenas em um estágio incipiente de uma nova onda de engajamento eminentemente político.
A importância da Internet como ferramenta de interação está sendo negligenciada, pois através dela, poderíamos cobrar daqueles a quem conferimos nossos votos. Em um tempo não muito remoto, não gozávamos de tal proximidade, e essa distância proporcionava aos políticos, um caminho pavimentado para a corrupção. Hoje, podemos acompanhar via televisão, nas TV´s Senado e Câmara, nos circuitos internos dos paços municipais e intermináveis foros de debate político nas mais variadas redes sociais, mas a geração ora agraciada por atributos outrora inimagináveis, regurgita uma coleção de notícias falsas ou tendenciosas, atacando um para defender outro, nem sempre defensável.
A internet nos oferece muitos artigos e reportagens sobre fatos inerentes a política, em qualquer que seja o espectro ideológico, e vale a pena visitar o contraditório para melhor construção do juízo de valor, usar a internet para escolher o nosso candidato é uma realidade, mas podemos usá-la também para cobrar nossas lideranças, e fazendo isso com conhecimento é muito mais válido e iremos surpreender os nossos líderes que nos têm como massa de manobra.
Em novembro de 2020, dar se aõ, as eleições municipais, desta feita, com um apoio imensurável das redes sociais, e sugiro que cobremos dos candidatos, o mínimo de conhecimento. Aos candidatos a prefeito, qual o plano administrativo? Possui identidade partidária com sua agremiação política? Aos candidatos a vereador, conhece o regimento interno do Paço Municipal? Conhece a Lei Orgânica do Município?
Portanto, tanto eleitores como eleitos devem conhecer muito, para enobrecer o debate proposto, aos eleitos a linha reta da ética na política, aos eleitores que nunca se arrependam do seu voto, pois o erro é de quem não pratica o que entoou durante sua campanha, virtual ou real.